Eu posso parecer que não sou desse mundo, mas por destino, eu nasci na Terra e sou humana, assim como você que está lendo (e se não for, me avise, tenho vontade de conhecer um extraterrestre).
Eu sinto dor, medo, frio e calor.
Sinto fome, tesão e saudade.
Sinto vontade, sinto sono.
Também sinto o azedo do limão e o doce do quindim.
Preciso de amor, carinho e atenção.
Tenho problemas, tenho carências, tenho defeitos.
Eu erro, eu caio, eu magôo
Eu tenho sentimentos e as vezes sofro com eles.
Tenho compaixão e paciência.
Eu desculpo e isso não muda tudo da noite pro dia.
Assim como me decepciono, e pra não ficar triste, finjo que não aconteceu.
Eu dou risada até minha barriga doer, brinco como se tivesse 5 anos e dou cambalhota na grama
Choro como bebê. Corro e me escondo do que, pra mim, é o bicho-papão.
Eu fujo do real, mas também não fico no surreal.
Eu faço carinho e manha.
Sei ser mulher e sei ser menina.
Faço coisa errada que pra mim é certo.
Faço o que tenho que fazer mesmo que não goste.
Posso fazer alguém sorrir, como chorar
Dou colo, dou amor, dou atenção e calor.
Eu sou agradável e ao mesmo tempo chata.
Depende. Do que? Também depende.
Sou constante e tenho picos.
Me contento com o pouco, porém desejo mais.
Posso dar a maior atenção para uma gota de chuva na janela,
Como posso não notar o que é óbvio.
Mas eu sou real, de carne, osso e um monte de sonhos.
Acredito na paz mundial, no amor como prioridade e no milagre da vida.
Sou cheia de mistérios e vontades.
Sou gente grande, mas não adulta.
Eu irradio amor.
Posso não parecer mas sou normal. Não comum, mas normal. Quem sabe se eu fosse verde, aí sim, eu seria mais normal.
Mas faço como todo mundo:
"Pra falar verdade, as vezes minto... Tentando ser metade do inteiro que eu sinto".
(Cuida de mim, Teatro Mágico)
