Sob máscaras, nesses caminhos tão perdidos quanto olhar um mapa rabiscado.
Tão vazia que apenas o vácuo me preenche.
Tentando tirar forças de onde parece esgotar, assim, se esgotando aos poucos. Se machucando como se andasse em cacos de vidro espalhados pelo asfalto quente.
Dói. Uma dor tão constante, uma dor que não cessa, que não diminui..
E toda noite eu te espero com a luz ligada pra ver se você vem, mais uma vez me dar um beijo de boa noite e acordo descoberta e com o quarto claro, você não passou por lá...
Não sei se me levo ou se me acompanho.
Não sei se vou ou se paro.
Não sei como fazer sem você aqui.
As coisas perderam a razão. Se eu comer ou não, tanto faz.
Se sorrio ou não, se acordo ou não, tanto faz, eu não posso mais correr pro seu colo.
E agora? E se eu cair? Quem vai me levantar? Quem vai confiar nos meus sonhos? Quem vai me empurrar quando precisar?
Tudo não faz mais sentido.
Dormir não faz passar a dor, nem os sonhos são mais doces.
Me sento e espero o telefone tocar, esperando você me ligar pra falar que já vai chegar de viagem. E assim continuo esperando, torcendo para que o telefone esteja quebrado...