sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sobre partir...

Dizem que quando uma pessoa sai de onde está é porque não se sente feliz. Bem, no meu caso, isso conta um pouco do começo da minha nova história...
Existem mudanças tão radicais e rápidas que fazem com que esse pequeno processador (quase um macintosh) chamado cérebro trave, todo o sistema, deixando-o sem funcionamento. E após a pane, tudo se reinicia, porém diferente, nunca da maneira que deixamos.
Tentamos reconsertá-lo. Vamos aos melhores técnicos, lemos tudo a respeito, futricamos, mexemos, quebramos mais uma peça. E assim inicia-se uma série de tentativas frustradas de consertar algo que nunca mais será igual após algumas quedas, como uma taça de cristal, o coração.

Procurei de todas as formas achar uma boa manutenção, sem descartá-lo. As vezes é mais fácil deixa-los em stand-by. Procurando algumas alternativas para suprir sua falta. O que torna a busca mais incessante...e ah, são tantas cobranças quando se quebra um cristal. Tantas ausências de amor. Tantas buscas por conforto e paz...mas mesmo assim, continuamos a busca e quando poucas coisas ao seu redor fazem essas micro-partes entrarem em sua pele, sentindo pequenas agulhadas como em uma caixa de espinhos, quer-se sair de lá.
Com tal urgência que somente o machucado entenderia. E assim, buscamos outro lugar.
Novos ares, histórias, risadas. Quem sabe uma paisagem diferente do que a da janela de nosso própria casa. Apenas uma fresta de oxigênio para respirar no meio do sufoco.

Pausar. Rever. Quem sabe dar play de novo. 
Botões sempre foram a minha especialidade, quem sabe inventar um novo. Construir novas histórias com alguém com quem constroe, normalmente, histórias encantadoras, do tipo para contar para os netos e filhos antes de dormir.

Crescer. Aprender. Amar.
Isso era o que eu mais precisava...não apenas fugir. E sim, viver de novo.