É impossível dizer que foi apenas uma coincidência. Não, ele não faria isso, seria desordem demais pra sua cabeça tão planejada. Foi certo, no mesmo dia que chegou, era o dia de partir.
E assim, logo após um vendaval que me dei conta que chegará sua hora. Hora dolorida, hora de um desespero tremendo...perdia em Terra quem é dono de todo o meu amor, aquele que em sua imagem e semelhança, me abençoava em cada olhar, e agora, me abençoa em cada vento frio que me faz ficar arrepiada.
As coisas perderam um pouco de sua cor. Seu cheiro e seu calor ainda são presentes ao entrar em seu quarto, e sem querer, a esperança de que um dia ele voltará de mais uma de suas viagens longas e demoradas de saudade vem a tona. Corro para esperá-lo na porta, para mais um abraço de tudo bem, mas é em vão...
Um até logo repleto de uma dor que não passa. Que não ameniza. Repleto de saudades de suas risadas altas, de suas conversas de longas horas. De seu boa noite certeiro para nunca dormimos brigados. De suas cartinhas em baixo da porta, e bom dias com abraços quentes para não me resfriar.
Os doces não tem mais doce, as noites são frias e vazias, e a vontade de voltar pra casa me falta. A vontade de fugir só aumenta, pra ver se o acho em alguma casinha perdida na montanha, escrevendo um livro sobre todas suas peripécias.
As letras não formam mais lindos textos antes aqui publicados, só para te encher de orgulho quando visse que segui sua obra...
mesmo muito distante do seu mundo - acabei vendo seu blog por causa da Lilian Serruya - entendo muito bem o que você está sentindo.
ResponderExcluirno inicio é muito dificil, mas aos poucos, as boas lembranças que ficaram são o que mais importam e ter podido conviver com alguém que passamos a amar e respeitar, não tem preço.