quinta-feira, 26 de maio de 2011

As caixas onde mora o bicho-papão.

Mutação, transição, transmissão de uma vida inteira. Nas voltas que o mundo dá...

Tenho aprendido muito, com coisas que jamais imaginei absorver algum conhecimento dessas mesmas. Que apenas pareciam objetos e que hoje, guardam valores imensuráveis. 
Uma delas tem mais espaço na minha casa do que eu mesma, e que já briguei e quis mandá-las embora por impaciência com as coitadinhas. São elas: caixas.

Um monte delas! Espalhadas por todos os cômodos, com muitas coisas, aguardando para serem abertas.
Muitas delas, admito ainda ter medo de seu conteúdo, e por isso, ainda fazem parte da decoração underground, outras que não tive coragem, pedi para que outros abrissem e retirassem apenas o necessário. Algumas parecem ter cobras e animais peçonhentos de tanto receio que tenho de abrir.

São muitas lembranças, memórias que ainda estão fresquinhas na minha mente e que ao retocá-las e vê-las fixamente na minha frente, agora, como realidade, acho que seria chave para o desencadeamento de muitas outras que aos poucos se adormecem no meu coração, agora, sereno. E que penso não ter necessidade de acordá-las de um sono tão bom, e que mais vivas e divinas estão em meus pensamentos...

Acho que continuarei com a decoração de papelão, até que ventos novos e calmaria pousem dentro de mim.

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