quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gotas tão grandes quanto seu coração.

A chuva cai lá fora, as gotas batem tão forte no vidro que parecem que farão com que ele trinque. Trinque e saia rasgando ele até o topo e caia em mil pedaços no chão.
O frio parece nem dar um sinal, e o vapor abafado da chuva sobe e dá a sensação de uma sauna abafada, quente e úmida. Assim como meu coração.
Apertado de coisas pra gritar pra o mundo ouvir. Quente de tanto amor reprimido. Úmido pelo efeito que outros orgãos fazem derramar pequenas gotículas, como a de uma garoa.
Não existe frio para acalmá-lo; nem um pano quente para secá-lo. Seus botões, parecem que vão estourar, e a linha não é forte o suficiente para segurá-los. Quem sabe assim seja melhor. Até sua garganta agradeceria, pois até ela sofre com tal grito preso dentro dela.

Saiu para se molhar na chuva, para refrescar um pouco de sua cabeça, e talvez, até esfriar um pouco do seu coração.

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