Coisas das mais diferentes, das mais brilhantes, das mais engraçadas, das mais amáveis.
Coisas que roubei, ou peguei com permissão e que me fazem melhor quando as vejo ali convivendo em plena harmonia.
Nem sempre tão harmoniosos, mas em paz.
Umas dessas coisas demoraram tanto pra conseguir, finalmente capturá-las.
Já umas outras pediram pra fazer parte daquele mundinho,
E umas que simplesmente, sem eu perceber, pularam pra dentro.
Certas fugiram e não voltaram mais, acho que por não estarem em seu habitat natural e até por não terem o amor necessário para se manter lá.
Exatamente, os alimento com amor. O mesmo que me dão.
Vira e mexe fazem festa, celebram a vida ficam bêbados e pedem cuidados.
E quando bêbados acendem novas estrelas no céu, que também parece regado de champagne e que,
Em cada estrela, contam uma história diferente, que se estivessem sóbrios não mencionariam.
Me deslumbram e mostram uma via láctea somente deles.
Dormem quietinhos, acalentados pelo som do vento, ou por alguma cantiga que lhes canto desafinado, sussurrado.
O por que dessa caixa? Nem eu mesma sei, ela simplesmente apareceu numa conversa de bobeira, na beira de crepúsculo embriagado de amor... e de tanto amor que o embriagará, peguei um pouquinho pra guardar nesse potinho. Pra que quando precisasse apenas o abrisse e colocasse em minha mão, e aí, tudo estaria bem.
É meu kit de primeiros socorros. Onde quem sabe um dia eu não entro e fico.
Mas esse dia demora chegar, esse pote demora encher. Demora pela minha ansiedade, afinal, todos seus membros um dia entraram, cada um em seu tempo, sem que eu precise ter data e hora marcada.
E quando esse dia acontecer, o jogarei no mar, para que possamos flutuar pela imensidão do azul como o céu e sermos capturados por borboletas tão coloridas quanto o arco-íris que nos levarão, flutuando e planando por todos os melhores momentos de nossas vidas...
dentro da minha caixinha...

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