segunda-feira, 21 de novembro de 2011

21!

Vinte e um. Como gosto desse dia!
Afinal é dia vinte e um, dia de celebrar.
Dia de relembrar, como tudo começou.
Dia que me encho de alegria ao desejar 'Feliz 21!'

É tão gostoso lembrar, o jeitinho que me falou no ouvido pra eu me apaixonar.
A sensação indescritível de finalmente olhar nos teus olhos, e saber por algum motivo de que tudo estava certo.
E continua certo, e será certo pra sempre.

O dia que nos teus braços decidi que queria ficar. Mesmo assustada. Mesmo encantada.
Parecia que te conhecia de outras vidas, de outras aventuras juntos, pois era tão surreal a sintonia que sempre tivemos. Esse desejo de sempre estar perto, mesmo sem conversar. 
Desejo de fazer nada juntos.

Esse dia serve para reforçar o que me dá forças todo dia de manhã para acordar.
Nosso amor.
Com tantas histórias e futricos, tantos encontros e desencontros,
O acaso, mais uma vez, fez sua parte em nos unir
Provando que o ditado popular 'Deus escreve certo por linhas tortas' é realmente uma verdade inquestionável.

Assim como o que sinto por você e você por mim.

Bom mesmo é acordar ao seu lado nesse dia,
Sorrir pra todo mundo na rua,
Desejar bom dia para os passarinhos,
Te achar mais bonito do que nunca vestido de camiseta e calça jeans,
Felicidade mesmo é saber que te tenho ao meu lado,
é querer citar Chico Buarque pra todo mundo, cantando bem alto 'O meu amor'


"Eu sou sua menina, viu? E ele é meu rapaz...
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz!"

Para o  meu amor.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sobre morar junto.

Morar junto. Morar apenas dois. Morar no mesmo teto. Dividir a mesma cama.

É, o sonho de qualquer casal de namorados. estar junto 24 horas, sentindo um ao outro, trocando beijos eternos e abraços calorosos, com juras de amor ao dormir e café na cama ao acordar, sexo toda hora, risadas a todo momento e o brilho eterno nos olhares apaixonados.

PERAÍ!
Agora vamos ser realistas sobre o que REALMENTE é morar no mesmo cubo, pois agora acabei de descrever um filme de romance.
A convivencia é complicado, não é o mesma coisa que conviver com seus pais, irmãos ou amigos, que você sabe, que independente de tudo são 'obrigados' e não podem 'terminar' com esse relacionamento. É bem diferente.
Conviver é tentar compreender cada pedaço do outro e juntá-los com os seus pedaços tentando encaixar quais peças tem o mesmo formato. As vezes achamos várias iguais, que formam apenas o contorno do desenho, agora, quando a imagem começa a tomar forma, as peças vão multiplicando de número, e agora não basta apenas ter lados lisos para saber que é a borda. Todas as peças são diferentes, e é preciso encaixá-las de maneira harmoniosa para que no fim, enfim, forme-se uma imagem.

Estar 24 horas juntos, é uma missão pra poucos, afinal, todos queremos nosso próprio espaço. Seja para respirar, passar horas sem fazer nada em frente ao computador, trocar todos os canais da TV e ainda escolher o de vendas para 'passar-o-tempo'. Ou ir ao banheiro e ficar horas fazendo caretas na frente do espelho, ou soltar pum na hora de dormir sozinho.
A dois, as coisas mudam, e MUITO.

Você sabe que existe alguém do seu lado. E esse alguém, vai notar seus atos. Você se torna mais vigilante o que significa mais tensão na hora de realizar algo, e tomar cuidado para que saia perfeita.
Até o tempo de ir ao banheiro é cronometrado mentalmente para não ficar horas debaixo do chuveiro, afinal, existe outra pessoa que pode querer usar o banheiro na mesma hora.

Com isso, nasce uma nova fase do relacionamento que é a tão querida, e por alguns temida: intimidade.
Como diz o ditado 'Dê dinheiro, não dê intimidade' e é exatamente isso. De tão próximo, acaba sendo engraçado, pois você começa a descobrir o que é o verdadeiro outro quando está sozinho. Se ele canta ou não no banheiro, ou se arrota depois do banho. Se você tem chulé depois de andar um dia todo, ou deixa sua roupa intima pendurada no banheiro.

Todo o tempo junto não é mais tão interessante pois falta saudade de querer estar perto, afinal, está ali o tempo todo. Os beijos se tornam menos frequentes, e você começa a reparar que as mãos não andam juntas na rua. Vocês não assistem filme abraçadinhos e não é porque deitaram lado-a-lado que farão sexo. Ocorre mais silêncio, as conversas são mais corriqueiras. Os defeitos aparecem e incomodam. Uns se tornam reclamões outros se tornam caladões.
Você começa a pensar que tudo está acabado. E na realidade, é só o começo.

As últimas coisas que citei, pode fazer parecer um desastre em morar junto. O que definitivamente não é.
É um aprendizado continuo. É a construção de não só um casal de namorados mas sim de cúmplices, de amigos, ainda mais quando ninguém ao seu redor é conhecido. Duas pessoas unidos em todas as reações, as emoções causadas por aspectos vindos de todos os cantos. Com fatores como humor. O que pode fazer um dia vir a baixo, e as lágrimas a tona ou também, um dia belo onde o Sol parece brilhar mais, onde se juntam mais energias para continuar nessa jornada trabalhosa.

As vantagens? Elas são as mais fascinantes e diferentes. A paixão passou e agora o que resta é o amor e a amizade. É sorrir ao chegar em casa e saber que não está sozinho. Mesmo que o silêncio seja infindo. Ter a quem contar seu dia, suas emoções e anseios. Apoiar a cabeça no ombro quando se senta no sofá e  ter o jantar como um ritual para ficar juntos sem nada para interferir.
É poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir com tranquilidade, pois ele está do seu lado se algo acontecer. Ter a quem dizer bom-dia e boa noite. Com quem tirar mil fotos de caretas só por causa do tédio. Ter a quem chamar para assistir um filme e ganhar um colo de brinde. Ouvir alguém cantando no chuveiro milhares de canções sem conexão.

Você começa a dar valor nos pequenos detalhes, pois os que pareciam encantadores agora são usuais. Então surgem novos encantos para serem descobertos. Novos olhares para ser entendidos, e uma sincronia de sonhos e pensamentos incríveis. Saber que um arroto significa 'comi muito bem' e não apenas um gesto mal-educado. E que um beijo, seja na boca ou na bochecha, faz com que seus olhos brilhem de emoção. Que aquela pessoa babando dormindo, faz com que você pare tudo só para dar uma espiadinha no seu suspiro ao dormir. Pegar na mão no cinema, e receber carinho na cabeça. Tomar uma bronca com um gesto facial, e fazer as pazes numa piada.

Morar junto é trabalhoso. É delicioso,
É saber olhar o outro com real olhos e saber mudar e aceitar costumes.
É gostar. É fazer do outro, sua família para confortar a distância.

Morar junto é dividir o cobertor pequeno brigado e sentir-se abençoado ao encontrar o pé do amado no meio de um emaranhado de pernas roçando no seu. E pensar, o que seria de mim sem teu pé junto ao meu.

com quem eu encontro meu pé na madrugada...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Perdemos o controle que achamos que temos, não é?

Programar o futuro no presente e nesse presente não agir pois tem que existir no futuro a ação que estamos programando quando apenas deveríamos agir, afinal é o presente que importa.
Estranho não? Paradoxal, também... e com a pitada de "estranhísse" que não pode faltar. E tudo, num conjunto, expressa a realidade das vidas pouco vividas de hoje em dia.

Durante anos (não muitos) vejo pessoas apenas planejando, planejando, planejando...não digo que seja errado, mas é preciso saber planejar.
Fico pensando se em algum momento essas pessoas colocaram em seu planejamento: executar. A palavra chave pra tudo acontecer.
Planejar é muito confortável as vezes. Apenas sentar e ficar horas fantasiando como podia ser, o que você gostaria que fosse, como gostaria... parece divertido, até como um SecondLife ou The Sims, jogos de computador que você pode controlar o que seus personagens irão fazer com alguns segundos de antecedência. E principalmente, achamos que podemos controlar o dia que iremos partir. Tolice diria. E que alimentei por muitos anos e anos, e que sofri calada com medo dos anos diminuirem e a tão dolorosa partida chegar. E sabe o que eu ganhei com isso? Noite e mais noites mal dormidas, uma
Mas, sabemos que a vida não funciona dessa maneira. A vida passa e para muitos o significado dela é apenas esse mesmo, passar. E quando se viu, nada se viu. Nada se viveu. Uma oportunidade desperdiçada.
E com isso, voltam e voltam no mesmo mundo cometendo os mesmos erros. Não mostrando os novos valores, e desprezando o conhecimento pelo que passamos nesse plano.

Passar é muito fácil. Deixar sua marca, é uma coisa que poucos tem a proeza de realizar. Viver e viver intensamente, sem medo do amanhã.
Sempre com um sorriso, sabendo enxergar a luz do Sol num dia cinza de inverno.
Saber apreciar um vento fresco. Um beijo envergonhado. Um pé que encosta no outro pela noite. Apreciar esses pequenos detalhes que no fundo fazem toda a diferença.
Não desejo fazer apologia a nenhuma religião ou crença, mas, vida após a morte e um fato que está a poucos segundos de ser descoberto cientificamente, quem sabe isso não faça de valer a vida pra alguns...

Controlam, cada passo de nossa existência tentando apenas sobreviver de muitas ficções cobertas de contos de fadas que na realidade estão tão longe de nossas pequenas mãos.
Pioram o que um dia já foi suficiente.
Falam, xingam sem saber o que farão para esse que verbalizaram toda essa raiva que na realidade não passa de uma própria frustração de si mesmo, e que se torna mais sustentável ao ser compartilhada com o outro.
Estamos sempre projetando todos os nossos sonhos em quem nos parece a pessoa certa pra cumprir nossos atos tão falhos que até achamos possuir direito de sermos deuses.
E na realidade o que apenas deveríamos fazer é tentar ser humanos. Ver a que a dor do outro sempre é maior que a nossa, que se pudemos compartilha-la de maneira sadia, pedindo ajuda, essa insustentável leveza de ser se tornará mais sustentável.
Pedir ajuda em muitas as vezes não significa pedir uma solução, e sim apenas um olhar brando e sereno, um colo pra poder nos consolar, força pra podermos seguirmos.

Parem de procurar a perfeição no que se vê na vitrine, no que o outro faz e sim, procure ser perfeito no jeito de amar.
Uma das virtudes essenciais para a existência, a compaixão foi esquecida e transformada em dó. A base do amar divino, foi descartado, trocado por julgamento eterno de atos de outros, esquecendo de nossos próprios...

Faça ser incondicional.
Ame, sinta, perdoe, admire, seja feliz incondicionalmente.

Não precise de motivos para fazer outro mais feliz, afinal, o controle está fora de nosso alcance sem amor. Não deixe de exalar o seu amor no amanhã, talvez ele possa nem chegar...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sobre partir...

Dizem que quando uma pessoa sai de onde está é porque não se sente feliz. Bem, no meu caso, isso conta um pouco do começo da minha nova história...
Existem mudanças tão radicais e rápidas que fazem com que esse pequeno processador (quase um macintosh) chamado cérebro trave, todo o sistema, deixando-o sem funcionamento. E após a pane, tudo se reinicia, porém diferente, nunca da maneira que deixamos.
Tentamos reconsertá-lo. Vamos aos melhores técnicos, lemos tudo a respeito, futricamos, mexemos, quebramos mais uma peça. E assim inicia-se uma série de tentativas frustradas de consertar algo que nunca mais será igual após algumas quedas, como uma taça de cristal, o coração.

Procurei de todas as formas achar uma boa manutenção, sem descartá-lo. As vezes é mais fácil deixa-los em stand-by. Procurando algumas alternativas para suprir sua falta. O que torna a busca mais incessante...e ah, são tantas cobranças quando se quebra um cristal. Tantas ausências de amor. Tantas buscas por conforto e paz...mas mesmo assim, continuamos a busca e quando poucas coisas ao seu redor fazem essas micro-partes entrarem em sua pele, sentindo pequenas agulhadas como em uma caixa de espinhos, quer-se sair de lá.
Com tal urgência que somente o machucado entenderia. E assim, buscamos outro lugar.
Novos ares, histórias, risadas. Quem sabe uma paisagem diferente do que a da janela de nosso própria casa. Apenas uma fresta de oxigênio para respirar no meio do sufoco.

Pausar. Rever. Quem sabe dar play de novo. 
Botões sempre foram a minha especialidade, quem sabe inventar um novo. Construir novas histórias com alguém com quem constroe, normalmente, histórias encantadoras, do tipo para contar para os netos e filhos antes de dormir.

Crescer. Aprender. Amar.
Isso era o que eu mais precisava...não apenas fugir. E sim, viver de novo.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

A menina da perna vermelha.

a menina da perna vermelha,
mexe, desmexe, faz e acontece.
cansa, descansa e quer cansar de novo.

prolonga noites sozinhas em frente a tela do computador,
reelembrando lembranças vívidas.
dá risada sozinha, sem ninguém saber o que ela pensa.
é chata por ser crítica,
amável por amar demais.

destrambelhada,
derruba e refaz o mundo em um segundo.
as coisas acontecem e ela faz delas sua nova diversão.
encara numa boa esse mundão,
só com medo de ser sozinha.

afinal, se acompanhada quer fazer felicidade conjunta.
quer transmitir amor infindo.
pra manter a forma, dá risadas pra fazer abdominal,
não que dê resultados, mas dá consolo.

sobre a rotina dela, não existe.
ela a enfeita com desenhos, bordados e fogos de artifício.
pra ficar mais colorido e ela se fascinar.
quer vê-la feliz? encante-a!

quando quer carinho, mia como gato.
quando chora faz bico que nem menina pequena.
quando tem fome, olha pra barriga e conversa com seu roncar.
tentando controlar, pra não estraçalhar.

quer fazer o mundo rodar como ela.
as vezes mais rápido, as vezes mais devagar,
só pra observar por mais tempo as estrelas no céu.

queria subir na lua, só pra ver como é,
mas só iria acompanhada pra poder conversar!
sozinha jamais, tem que falar pra acalmar.
é tão tagarela que nem sua língua consegue acompanhar seu pensamento...
precisava de duas bocas pra se comunicar.

a menina da perna vermelha, tem muitos sonhos.
e pra ela, nenhum é impossível.
mesmo sem conseguir subir no salto alto,
vai ainda conquistar o mundo de sapatilha de boneca,
mesmo que demore um pouco, por ter pernas pequenas,
ela não nunca vai cansar de lutar pra sorrir.
a menina da perna vermelha.

ó a perna dela aí...

domingo, 12 de junho de 2011

Sabedoria de te amar.

Acordo e te olho. Faço aconchego.
Respiro fundo, sinto seu cheiro caloroso.
Fecho os olhos e fico me fazendo milhares de perguntas dos 'por quês' de você.
Me encanto, logo suspiro.

Me deito, me ajeito, de lado.
Do seu lado, do nosso lado.
Me aguenta, e encanta. Abraça e espera o medo passar.

Enfeito a rotina pra te fazer feliz,
adoço sua boca pra te ver sorrir.
Afago-te com carinho, e faço manha pra ganhar...
Faço e desfaço,
o possível e o impossível, se precisar.
Só pra te fazer viver de sonhar sonhos reais.

Te espero, te quero,
Assim ou assado, do meu lado.
Pra poder respirar sem parar,
pra sentir a emoção de ver meu coração disparar,
pra ver minha nuca suar.

Só pra te mostrar,
que só quero te amar.


por quem aprende amar, cada dia mais.

Feliz dia dos namorados!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobre saber amar...

Passeando entre muitas vidas, histórias, sentimentos pelas pequenas vielas da minha humilde biblioteca pessoal, me deparei com um conhecido presente que ganhei a muito tempo...aquele livro de capa singela, sem muitos frufrus e com apenas uma simple frase: 'Saber amar...' que você me deu, com todo o amor e sobre o amor.

Vou te ser sincera, na realidade, nunca liguei muito pra ele. Sempre na estante era apenas mais uma peça em meio de tantos outros livros. Mas dessa vez foi diferente. Eu o abri e apenas fechei os olhos e o ouvi e tateei, como se você estivesse contando tudo que já sabia pra mim.

E você vê como as coisas são, ele foi encontrado na hora certa. Como se você o tivesse me guiado até ele, para me contar mais uma vez uma história para eu ninar tranqüila. E entendi o por quê do presente, não tão inusitado mas tão bem escolhido.

Fico aqui pensando o quanto você me conhecia, e como era grande nossa semelhança. Acho que nunca soubemos amar, e com isso nos machucamos demais, até com o nosso próprio amor.
Sempre amamos mais os outros que a nós mesmos, e hoje estamos aprendendo a amar mais a nós mesmos, a depender de nós mesmos...o que pra nós, parece uma missão impossível, não é? Para evitar que quebrem nosso pequeno e mole, como gelatina, coração...mas não fazemos isso, apenas tentamos.

Ele guarda marca de tantas coisas não é? E acho que assim ele ficou mais bonito, com as cicatrizes de um amar intenso. Um pelo outro.
Cada lágrima que ele me faz escorrer hoje, sei ser melhor. Sei aprender com essas, sei com o que chorar. Apesar de sentir as vezes muito mais. E nosso chorar, sempre muito sincero, jamais para algum tipo de chantagem emocional. Para tirar benefício de outros com essas pequenas gotas de muita emoção que guardamos. E como sofremos as vezes de que vem a tona, e temos que olhar pra cima e engoli-las, o que causa o desconforto na garganta como se fosse explodir.

Eu confesso, nunca soube amar direito como amam as pessoas que andam na rua. Sempre quis amar como no cinema, e hoje quando amo de verdade, vejo que o amor não é tão doce quanto nos filmes, não é?
Mas acho que nunca aprenderei amar, assim como você nunca soube e não vejo maiores problemas nisso, quando for sincero.

Derramaremos mares de lágrimas, tanto de alegrias como de tristezas, e como sempre, pesaremos na balança  por qual choramos mais, e assim descobriremos o que é bom pra nós...ou não. Ou apenas tentaremos mudar ou aceitar, ou encontrar uma maneira de poder amar. E amar de todo coração.

Sabe, aquele frio na barriga que você me contava? Pois é, ele é de verdade agora, e queria te contar mais, mais sobre o que descubro com o amor a cada dia, e o quanto me deixa triste ver quem não quer. Quem tem medo, quem tem dificuldade de amar.

Amo muito, sorrio muito mais.
Por mais que as vezes não seja correspondido o nosso amor, quero ter a certeza um dia de que amo e amei com todas as forças, e que foram essas forças cedidas que me trouxeram as necessárias para viver. Quero sentir o amor entrando na minha pele, quero o amor me deixando marcas de felicidade. Quero o amor me puxando para toda a sua plenitude, onde me encontrarei sendo ao invés de só, ser nós.

Como eu sempre disse: eu quero viver de amor, quero morrer amando.


a menina da perna vermelha...

As caixas onde mora o bicho-papão.

Mutação, transição, transmissão de uma vida inteira. Nas voltas que o mundo dá...

Tenho aprendido muito, com coisas que jamais imaginei absorver algum conhecimento dessas mesmas. Que apenas pareciam objetos e que hoje, guardam valores imensuráveis. 
Uma delas tem mais espaço na minha casa do que eu mesma, e que já briguei e quis mandá-las embora por impaciência com as coitadinhas. São elas: caixas.

Um monte delas! Espalhadas por todos os cômodos, com muitas coisas, aguardando para serem abertas.
Muitas delas, admito ainda ter medo de seu conteúdo, e por isso, ainda fazem parte da decoração underground, outras que não tive coragem, pedi para que outros abrissem e retirassem apenas o necessário. Algumas parecem ter cobras e animais peçonhentos de tanto receio que tenho de abrir.

São muitas lembranças, memórias que ainda estão fresquinhas na minha mente e que ao retocá-las e vê-las fixamente na minha frente, agora, como realidade, acho que seria chave para o desencadeamento de muitas outras que aos poucos se adormecem no meu coração, agora, sereno. E que penso não ter necessidade de acordá-las de um sono tão bom, e que mais vivas e divinas estão em meus pensamentos...

Acho que continuarei com a decoração de papelão, até que ventos novos e calmaria pousem dentro de mim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E onde você está?

Sob máscaras, nesses caminhos tão perdidos quanto olhar um mapa rabiscado.
Tão vazia que apenas o vácuo me preenche.
Tentando tirar forças de onde parece esgotar, assim, se esgotando aos poucos. Se machucando como se andasse em cacos de vidro espalhados pelo asfalto quente.
Dói. Uma dor tão constante, uma dor que não cessa, que não diminui..

E toda noite eu te espero com a luz ligada pra ver se você vem, mais uma vez me dar um beijo de boa noite e acordo descoberta e com o quarto claro, você não passou por lá...
Não sei se me levo ou se me acompanho.
Não sei se vou ou se paro.
Não sei como fazer sem você aqui.

As coisas perderam a razão. Se eu comer ou não, tanto faz.
Se sorrio ou não, se acordo ou não, tanto faz, eu não posso mais correr pro seu colo.

E agora? E se eu cair? Quem vai me levantar? Quem vai confiar nos meus sonhos? Quem vai me empurrar quando precisar?
Tudo não faz mais sentido.
Dormir não faz passar a dor, nem os sonhos são mais doces.
Me sento e espero o telefone tocar, esperando você me ligar pra falar que já vai chegar de viagem. E assim continuo esperando, torcendo para que o telefone esteja quebrado...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fechando um ciclo.

O clima muda, e percebo, em dias como hoje, que muda por algum significado.

Não muda apenas por São Pedro, ou Deus, ou a mulher do tempo no jornal (ou seja quem você acredite que mande nas condições meteorológicas) querem e dizem que vai mudar. Na minha vida, dias como esse tem sido recorrentes em dias de mudanças significativas, digo, na vida.
Aquele dia 25, as 16:10 hrs, o mundo caia em água por Terra. E hoje, não foi diferente.

Após morar minha vida inteira no lugar em que chamava de "meu cafofo", um lugar onde vivi inúmeras alegrias e tudo que me formou na pessoa que sou, tenho que partir. Deixar para atrás velhas histórias, antigas lembranças e costumes...
E se é fácil, bem, não sei. 
Sinto um enjôo característico de dias como esse, sinto um certo vazio e também um alívio. Se bem que o dia acaba de começar pra mim, e muito ainda está por vir. Ver a sala chamada de "Jardim de Deus", tão vazia quanto quando invadia com minhas amigas pequenas o local que iria morar para brincar de esconde-esconde com medo de alguma alma penada, hoje não resta medo, apenas saudade.
O quarto cor-de-rosa bebê, recém terminado de como um dia sonhei que ele ficaria, a cama em que deitei tantas noite, e passei em claro conversando, a varanda em que observava todas as torres da Avenida Paulista  queimando em fogos no ano-novo e também em meus momentos sozinha...tantas coisas como essas que me fazem pensar sobre o que será o ínicio e todo o resto desse novo ciclo que se inicia, oficialmente, hoje.

Dói um tanto. Uma dor certeira. Porém, repleta de tanta esperança do que o nascimento de um bebê.
Renascendo das cinzas como uma fênix, o mais importante agora, é voar o mais alto que conseguir, para respirar um ar tão puro que não me sufoque e que me purifique, assim como a chuva que tomei na varanda.

Lembre-se das chuvas, das tempestades de ventos, águas e gelos e repare se assim como na minha vida, na de vocês pode ser igual. Se são declaradoras de passagens e de renovação, de inícios de novos ciclos, como na minha...
Assim como o fogo, nada que passa pela água continua o mesmo após ser molhado.


O ciclo se fecha, e um se inicia, agora...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Saudade.

Um pequeno poema de meu mentor, pai e ídolo.

"Saudade que sinto em minh'alma vazia,
Saudade de um tempo, que o tempo levou,
Saudade de quando sentir eu podia
Saudade de alguém que algum tempo me amou."

Cerdônio Dias de Quadros (1955)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Família, a gente escolhe...

Andando de um lado pro outro, sem saber o que fazer.
Fazer o que? Fazer por quem? Chamar a quem? Chorar por quem, ou por que?
Procurando novos ares, novas coisas
Tentando acertar novas gavetas no tico-e-teco.
Fazendo queima de arquivo de tudo que não prestava, descobrindo um novo mundo.
Repleto de coisas boas e novas. De sensações indescritíveis que poucos podem conhecer
E que felizmente, fui presenteada dessa oportunidade.

Naquele casa tão aconchegante no meio da rua ensolarada, que acolheram a pequena que chegou de gaiato, precisando e querendo dar apenas uma coisa: amor.
Abrindo o portão, sinto cheiro de paz, de conforto e de amizade. Sinto família.
Tão pura. De intenções tão belas que sou incapaz de descrever. Cheios de abraços para a nova menina que acolheram e realizaram bençãos de conforto e serenidade.

E quando me dei por conta, tinha ganhado num novo aconchego, um novo lar, uma nova família...a quem meu coração guarda saudades para um retorno cheio de alegrias e boas vindas tão esperadas que fazem meu coração palpitar... um lar do amor incondicional.

Tanta saudade...

Seria bondosa se dissesse que choveu naquela hora, na realidade o mundo caia na cinza cidade de São Paulo, que mais cinza ainda se tornou após a passagem de quem, décadas atrás, chegava apenas com a cara e a coragem para iniciar um novo ciclo em sua vida. E foi no mesmo dia, que esse ciclo se encerrou.
É impossível dizer que foi apenas uma coincidência. Não, ele não faria isso, seria desordem demais pra sua cabeça tão planejada. Foi certo, no mesmo dia que chegou, era o dia de partir.
E assim, logo após um vendaval que me dei conta que chegará sua hora. Hora dolorida, hora de um desespero tremendo...perdia em Terra quem é dono de todo o meu amor, aquele que em sua imagem e semelhança, me abençoava em cada olhar, e agora, me abençoa em cada vento frio que me faz ficar arrepiada.
As coisas perderam um pouco de sua cor. Seu cheiro e seu calor ainda são presentes ao entrar em seu quarto, e sem querer, a esperança de que um dia ele voltará de mais uma de suas viagens longas e demoradas de saudade  vem a tona. Corro para esperá-lo na porta, para mais um abraço de tudo bem, mas é em vão...

Um até logo repleto de uma dor que não passa. Que não ameniza. Repleto de saudades de suas risadas altas, de suas conversas de longas horas. De seu boa noite certeiro para nunca dormimos brigados. De suas cartinhas em baixo da porta, e bom dias com abraços quentes para não me resfriar.
Os doces não tem mais doce, as noites são frias e vazias, e a vontade de voltar pra casa me falta. A vontade de fugir só aumenta, pra ver se o acho em alguma casinha perdida na montanha, escrevendo um livro sobre todas suas peripécias.
As letras não formam mais lindos textos antes aqui publicados, só para te encher de orgulho quando visse que segui sua obra...
Minha inspiração anda em falta. Assim como você aqui do meu lado... Chegou a hora de recomeçar, mas nada ficou no lugar.

nas asas de um anjo, vou enviar todo o meu amor por você...