quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Adeus 2009
2009 foi um ano levemente pesado. Digo, repleto de coisas boas mas também com bastante problemas, e dessa vez, não foram problemas com outras pessoas que me deixaram afetada, problemas comigo mesma.
Tive momentos de muita tristeza e em contraponto outros de muita alegria. Foi um ano de transformações, realizações e superações. De novas descobertas, novas amizades. Conheci um mundo de diferenças que sou muito parecida. Aprendi a aceita-las.
Aprendi muito, errei bastante e no final totalizando tudo, conquistei tudo que queria e ainda mais ganhei em mim, uma nova Thaís. A antiga mais a nova, mais madura e focada, sem tirar o jeitinho de menina aprendi a ser mulher.
O que espero em 2010? Não sei, quem sabe um pouquinho de tudo que me faz bem. Paz, saúde, amor, força e sucesso, é cliché mas querendo ou não, é o que o mundo deseja. Espero fazer o bem e com isso ganhar a minha felicidade interior.
Termino com um pequeno texto de Fernando Pessoa, que reflete tudo de 2009, para mim.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Feliz ano novo!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Apenas saudades.
Antes que esse dia chegue, a escola era o que eu torcia para me livrar, que não via a hora de não ter mais que acordar cedo para horas de aulas chatas de contas e frases que jamais iria entender, ou até de ter que ir a um lugar onde existem pessoas que não gostava da convivência.
Mas na pratica, vejo que é bem diferente. Vejo que sinto falta. Das risadas, das conversas com meus colegas, do 'bom dia' de todos, da aula de matemática que nunca entendi, das aulas de geografia que dormi, das de história que me interessei, das de literatura que sonhei. Do cheiro do croissant quentinho perto da hora do recreio e o pátio cheio de uniformes azuis com listras amarelas.
Esse fim para mim, foi um semestre antecipado, e acho que sendo assim, vendo fotos de meus colegas em seu último dia de aula me senti vazia. Faltava uma parte de daquele ciclo e que sei que não pode se completar. E restou um final, sem explicação clara. Apenas um fim, com histórias jamais esquecidas.
Histórias essas que aqueles corredores de mármores vindos da Itália do século passado guardam, onde achava que até pedida em casamento seria! Meu primeiro amor, meus maiores sorrisos, meus choros e tombos mais engraçados. São memórias, que adormecem entre as paredes daquele castelo que um dia foi minha casa e hoje, é só minha maior saudade.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Todos estão Surdos!
Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
“Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade”
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo!
http://http://www.youtube.com/watch?v=HRlNHb6qdVc - Todos estão surdos, por Fernanda Abreu em "Elas cantam Roberto.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
15/06/2009, superei!
"Hoje, em um dos raros momentos da minha vida, devo admitir, mesmo que para um leitor imaginário, que sinto medo.
Medo do incerto, do inesperado, da perda. Da frustação e decepção, do silêncio, da mudança em volta. Do passar do tempo e do futuro, medo de antigos fantasmas que percorrem a minha mente incansavelmente todos os dias. Fobia do próprio medo.
Ansiedade diante de uma sensação desagradavel, da possibilidade de fracasso e desaprovação, não pelas pessoas mas pelo meu eu. Como uma sensação imutavel, de crescer dilacerante e pertubador.
Diante e sob a ação de tais forças que, as vezes, parecem maior que mim mesma, tornei-me uma pessoa hostil, constantemente impulsiva e compulsiva, por assim ser, muitas vezes, agindo inconseqüentemente, não por mal, mas de qualquer forma, frustrando e decepcionando pessoas que me amam.
Me escondo atrás de uma máscara sorridente e longe de todo ou qualquer problema, podendo me revelar e desabafar com apenas um garoto que me traz conforto e segurança.
Me vejo em decadência porém me esforçando ao máximo para um final positivo, mesmo que o esgotamento venha a tona em alguns momentos e faça lágrimas correrem pelo meu rosto, eu não quero desistir.
Aqueles pesadelos gerados pelos meus medos e inseguranças me acordam com taquicardia, me dão insônia e vontade de fugir para um lugar onde os problemas não existam e apenas coisas boas acontecem, utopia e infantilidade da minha parte.
Como Jorge Andrade diria: "Precisamos encarar a situação de frente, não há outra saída". Encarar. Palavra nova para quem sempre a ignorou, e como era de se esperar, era impossível enganar a mim mesma por tanto tempo, e por mais revoltante que seja pensar que eu não usufrui de tal como deveria e assim evitar todo o sofrimento desse momento, estou disposta a utiliza-la, e por mais que quebre a cara mil vezes, quero crescer com ela, entender seu real significado e como usar para meu beneficio.
Por mais que tudo passe e o perdão seja dado, não significa esquecer. Não significa ignorar completamente, e machuca, muito. O passado machuca e deixa sequelas e imbecilmente, parar para pensar nele é inevitavel.
Eu não quero desistir, não quero cair e me afundar em um poço sem fim aonde só eu mesma poderei morrer sem ao menos pedir socorro, abandonada, quero poder reagir, poder voltar a ser eu mesma."
domingo, 15 de novembro de 2009
Antítese de sentimentos e a esperança do 'acabou'.
Olhar em seus olhos e saber que não era ela. Saber que o pesadelo não tinha acabado e sim, o sonho.
Outro ponto de vista, outra mistura de sentimentos. Vidro, sangue, abraços, marcas, incerteza. Tudo é diferente quando você participa e tem que ser responsável pela proteção de outros, e não poder derrubar uma lágrima, nem ser protegida. Porém, nem uma gota de arrependimento, uma inversão de papéis mais do que justa. Que me fez me sentir mais forte, que me mostrou ser mais do que pensava.
No fim, um alívio. Poder abraçar minha irmã e mostrar que como por muito tempo ela foi meu porto seguro, eu também era pra ela, e que nós duas somos uma. Ver que o mais importante estava bem, foi o mais gratificante.
O que machuca, é não poder expulsar esse monstro e trazê-la de volta pra mim. Ganhar o seu colo e rir tomando cappuccinos, poder ligar pra pedir por uma resposta reconfortante.
O sonho acabou, e agora eu posso lutar contra o pesadelo. Sei que ainda vou me machucar, que vou errar e mesmo assim não perderei minhas forças pra tentar de novo, que lágrimas terão que ficar presas e que a vontade de desistir virá a tona, mas não deixarei que NADA me faça desistir. A estrada é longa, escura e cheia de armadilhas, mas eu vou lutar até o último momento, acreditando que o sonho pode se tornar realidade, e que eu vou poder tê-la de volta e falar: 'Está tudo bem, acabou'.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O escuro.
Renato Godá
Sua voz é encorpada e suas letras são irreverentes, seu estilo inovador. Vale a pena!
A venda na Uolmegastore por R$13,99.
domingo, 8 de novembro de 2009
Selado por estilo.

O livro reuni clicks de várias cidades de todo o mundo e como não podia ser diferente, eu já adquiri o meu exemplar e recomendo. Pode ser encomendado no site da Livraria Cultura por R$51,25.
xoxo fashionistas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Morcegão, muito bom!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Jeitinho brasileiro.

“O famoso ‘jeitinho brasileiro’, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, ao culto da malandragem, que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.”
Veja Ed.2136 – 28/10/2009
Quem diria que esse ‘jeitinho’ tão popular não só no Brasil, mas no mundo inteiro, faria tanto mal aos próprios utilizadores dessa ‘filosofia de vida’.
Hoje, uma chamada de uma revista popular na sociedade de classe média e alta, me chamou a atenção pois criticava grande parte do seu público alvo.
Daqui a 7 anos, a capital carioca, sediará uma das maiores confraternizações mundiais de esporte, as Olimpíadas. A cidade maravilhosa, que atualmente, possui esse título por costume, enfrenta desde já o seu maior desafio: acabar com o crime organizado que domina a cidade, prender os criminosos responsáveis e libertar os bairros sob seu comando.
Acontecimentos vistos a poucas semanas atrás, revelam a complexidade de tal missão para que a cidade atinja um nível satisfatório de segurança.
Quase 2/3 das favelas do Rio está nas mãos de facções criminosas que disseminam o terror em toda a cidade. Exemplo disso está em cenas chocantes como a de um corpo em um carrinho de supermercado exposto como uma forma de protesto.
A polícia carioca não executa o seu trabalho, e é considerada a mais corrupta do Brasil. Como disse Capitão Nascimento no filme ‘Tropa de Elite’, um policial tem três opções: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. É lamentável confirmar que a opção de maior escolha é a corrupção, e fatos comprovam, como o flagrante de dois policiais que, ao invés de prender os assassinos na cena do crime, apenas recolhem os pertences da vítima, ainda agonizando e que não foi socorrida, e vão embora.
39 mortos, 41 presos, dez ônibus incendiados e um helicóptero metralhado por tiros de fuzis. 20 toneladas de cocaína são vendidas e geram 300 milhões de reais. Seus consumidores patrocinam essa guerra que é comparada com o atentado de 7 de setembro, nos EUA, por tamanha dimensão. Não vêem que sua alegria é a morte de outros, e que cada ‘tiro’ que dão é real.
Somente 1% dos contêineres que passam pelos portos é fiscalizado, atitude ignorante e uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. Números que só crescem a cada dia e faz com que a esperança de uma cidade minimamente segura diminua.
O governador Sérgio Cabral garante que a criminalidade elevada não interferirá na realização dos jogos, pois a mobilização das forças de segurança será muito grande, e que, o real desafio será construir uma segurança de fato, não temporária.
Para isso é necessário enfrentar antigos fantasmas adormecidos, admitir que para o sucesso desse plano é necessário enfrentar os problemas e assumir as responsabilidades.
A pergunta que ronda a imprensa de todo mundo é: será possível a realização de tal evento no Rio? A real questão deveria ser, não somente no Rio mas em todas as áreas afetadas do mundo, a criminalidade terá um fim? Ou a fome pelo poder e dinheiro será maior sempre?!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gost o deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me algu ma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer .... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os. (Vinícius de Moraes)