quinta-feira, 19 de novembro de 2009

15/06/2009, superei!

Um texto antigo, em que relato um momento triste e que hoje posso afirmar que superei e estou bem!

"Hoje, em um dos raros momentos da minha vida, devo admitir, mesmo que para um leitor imaginário, que sinto medo.
Medo do incerto, do inesperado, da perda. Da frustação e decepção, do silêncio, da mudança em volta. Do passar do tempo e do futuro, medo de antigos fantasmas que percorrem a minha mente incansavelmente todos os dias. Fobia do próprio medo.
Ansiedade diante de uma sensação desagradavel, da possibilidade de fracasso e desaprovação, não pelas pessoas mas pelo meu eu. Como uma sensação imutavel, de crescer dilacerante e pertubador.
Diante e sob a ação de tais forças que, as vezes, parecem maior que mim mesma, tornei-me uma pessoa hostil, constantemente impulsiva e compulsiva, por assim ser, muitas vezes, agindo inconseqüentemente, não por mal, mas de qualquer forma, frustrando e decepcionando pessoas que me amam.
Me escondo atrás de uma máscara sorridente e longe de todo ou qualquer problema, podendo me revelar e desabafar com apenas um garoto que me traz conforto e segurança.
Me vejo em decadência porém me esforçando ao máximo para um final positivo, mesmo que o esgotamento venha a tona em alguns momentos e faça lágrimas correrem pelo meu rosto, eu não quero desistir.
Aqueles pesadelos gerados pelos meus medos e inseguranças me acordam com taquicardia, me dão insônia e vontade de fugir para um lugar onde os problemas não existam e apenas coisas boas acontecem, utopia e infantilidade da minha parte.
Como Jorge Andrade diria: "Precisamos encarar a situação de frente, não há outra saída". Encarar. Palavra nova para quem sempre a ignorou, e como era de se esperar, era impossível enganar a mim mesma por tanto tempo, e por mais revoltante que seja pensar que eu não usufrui de tal como deveria e assim evitar todo o sofrimento desse momento, estou disposta a utiliza-la, e por mais que quebre a cara mil vezes, quero crescer com ela, entender seu real significado e como usar para meu beneficio.
Por mais que tudo passe e o perdão seja dado, não significa esquecer. Não significa ignorar completamente, e machuca, muito. O passado machuca e deixa sequelas e imbecilmente, parar para pensar nele é inevitavel.
Eu não quero desistir, não quero cair e me afundar em um poço sem fim aonde só eu mesma poderei morrer sem ao menos pedir socorro, abandonada, quero poder reagir, poder voltar a ser eu mesma."

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